quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

AS VEZES OS QUE MAIS AMAMOS SÃO OS QUE MENOS CONHECEMOS

::: OUVINDO JOSS STONE - SECURITY :::


"... and you are only human after all".
Esse verso da música é sensacional.
Aliás, foi o que me conectou em primeira instância.
Depois, claro, vieram a voz rouca e grave e a melodia sensacional que evocam reflexão.
... por maiores que sejam os esforços... "somos apenas humanos no fim das contas".
Quem nunca errou, que se atreva.
Eu sou um cara de muitos erros.
Alguns bem feios, é verdade.
Mas tenho um orgulho danado em perceber que reconheço todos, sem o menor pudor.
Fiz muita gente feliz. Acredito que ainda faço.
Fiz muita gente chorar também. Não queria, mas faz parte, é o balanço da vida.
Nada foi em vão, aleatório e deletável. Lembranças que insistentemente me visitam são prova de que nada é por ser, sem motivo. Marcas de um verdadeiro aprendizado.

FATOR SURPRESA

E quando você jura que conhece?
Mais do que isso...
... quando aquele muro de verdades inquestionáveis e segurança insubstituível cai, tijolo por tijolo?
Dói?
Claro que dói!
Mata?
Não sei...
Como suportar que um amigo, um irmão, um pai seja mentiroso?
Pior, que o envolva em conspirações ardilosas e vergonhosas?
A surpresa piora tudo.
Dor, de onde menos se espera?
É... amar machuca!
Em 2007, tive duas grandes decepções.
Algumas outras, em menor escala... que se arrastaram
atravessaram 2008, sem prazo de vencimento.
Apesar de abalativas, meros obstáculos.
Não darei este peso e força à tão negativa energia.


NADA DE SAPUCAÍ

Nunca gostei do carnaval.
Sempre achei uma chatisse sem fim.
É uma festa bonita, expressão popular das mais significativas, mas... chata.
Ao menos pra mim.
Gosto é gosto, né?
Nem por isso o feriado deixou de ser interessante.
Falei com amigos, cuidei da minha sobrinha (cada dia mais fofa), dei voltas com a cachorrinha. Tudo careta, mas prazeroso.
Um dos programas foi conferir o novo filme do Will Smith, que eu sempre achei um paspalho.
Para sorte do mundo, aparências enganam e conceitos mudam.
Movido por uma curiosidade master, fui ao cine esperando uma performance fracassada.
Estava errado. Thank God!

COM UMA CIDADE AOS PÉS

Sabe aquele sonho de garoto.
De dormir em um supermercado?
Todas as guloseimas à disposição, fazer o que bem entender, acabar com cervejas, salgados, refrigerantes.
Sim, é um pensamento consumista.
Shame on me!
Agora turbine esse sonho.
Uma cidade inteira, talvez um país, aos seus pés.
Sem sinais de trânsito.
Sem regras.
Mas... sem pessoas também.
Já não tem tanta graça, não é?
Apesar da tese, este não é o foco de EU SOU A LENDA.
O filme ignora a questão de uma sociedade sem leis para evocar algo muito mais interessante.
A solidão.
Eu sou a lenda é um filme sobre solidão, basicamente.
De que adianta uma infinidade de recursos ao alcance das mãos sendo que não se pode compartilhar com quem amamos.
E não falo de grana ou produtos caros.
Um abraço, um beijo, um bom dia... nada!
A situação piora (claro) se, além das péssimas recordações de como a raça humana fora dizimada, acrescentarmos a presença de mortos-vivos. Comedores de carne formados por um tipo de vírus.
Fantasioso?
Sim!
Desinteressante?
Nãaao!
Pelo contrário.
Um ótimo pêndulo.
Com inimigos tão ferozes, o vazio, tristeza e medo do personagem de Smith só não superam o "estar só".
Um mergulho tão profundo que reduz os vampiros a meros vilões coadjuvantes.
O que realmente assusta são os gritos abafados, o choro preso, a raiva armazenada.
Não que ele não pudesse fazer nada disso. Mas porque simplesmente não teria para quem fazê-lo.
E isso, meus amigos, impressiona mais que um par de caninos afiados.
Apesar da ação desenfreada, a história, bem como sua condução, é de uma beleza e sensibilidade notória.
A interpretação de Smith é sensacional. Ele cumpre sim, a difícil tarefa de carregar o filme nas costas.
Claro que contou com ajuda.
A inseparável cadela Sam (Samantha) tem participação fundamental.
O suporte emocional do Dr. Neville (personagem de Smith) ajuda (e muito). Torcemos, o tempo todo!
A cena em que ela entra em um galpão escuro, ficando totalmente entregue a ação dos lânguidos vilões, é insuportável.
Potencializada pela decisão do Dr. Neville de resgatá-la a todo custo! Salvar a única (até então) amiga em decisão que poderia custar a própria vida. Amor incondicional. Tocante.
No terço final, somos apresentados a Anna, personagem da brasileira Alice Braga.
Confesso que uma grata surpresa.
Li uma ou outra coisa malhando o trabalho da coitada lá fora.
Mas, aquém dos olhares críticos, abri um baita sorriso.
Saí satisfeito!

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

DIRTY LITTLE SECRET

:::OUVINDO: MOVE - THE DREAMGRILS:::

Era um dia normal.
Acoredei, escovei os dentes, tomei banho, peguei minha mochila, meu carro e fui buscar minha irmã.
Deixaria aquele barrigão enorme no trabalho e seguiria para a redação.
Na divisa de São Caetano do Sul e São Bernardo, contei uma piada.
Rimos feito loucos.
Entre uma gargalhada e outra, ela me olha espantada, coloca as mãos na barriga e diz: vai nascer!
Fiquei apavorado, mas emocionado!
Eu sabia que quando o neném estivesse pronto, eu estaria perto.
Não pergunte como, simplesmente sabia.
Talvez pela conexão indecifrável que tenho com minha irmã.
Acima de brigas, acima de egos, acima de ambições.
Existimos um para o outro, num amor fraternal incondicional.
Voamos para a maternidade!
Na recepção, uma espera sem fim, alongada pelo papo entre os seguranças sobre o rebaixamento do corinthians.
Mesmo entre contrações, minha irmã consegue ser impagável.
Respirando com dificuldade e com caretas que entregavam a dor, puxou meu colarinho.
Quando cheguei perto, ouvi:
"Esses loucos estão discutindo futebol quando deveriam estar atentos ao movimento. Não desgruda da minha filha, vai que alguem entra aqui e quer levá-la". rs

Meu cunhado chegou e minha irmã foi para a sala de cirurgia.
Enquanto isso, fiquei esperando no apartamento que iria acomodá-la.
Depois de mais ou menos meia hora, meu celular tocou.
"Nasceu! É uma menina linda e cabeluda!", entregou a voz do outro lado.
Corri para o bercário, à espera do primeiro encontro.
E ela chegou!
Pequena, frágil, trêmula, linda e... cabeluda... realmente!
Desde então, sigo os dias babando!
Um tio presente e sorridente. Do banho à troca de fraldas.

*****

Estou muito preocupado com a minha mãe.
Depois de um ano complicadíssimo em família, anda triste, de encontro aos cantos da casa, falando sozinha.
A coluna também não ajuda e tem sentido muitas dores.
Ai ai ai ai ai
Espero poder ajudar!

*****

A revista tem rendido boas risadas.
É praticamente meu primeiro contato firme com o jornalismo tipo "caras", se é que isso existe.
As matérias, apesar de fúteis, são interessantes.
Estive no lançamento de um livro na DASLU. hehehe Só rindo mesmo!
Tive a oportunidade de conhecer pessoas muito interessantes.
Camila, a fotógrafa, é uma delas.
Companheira de reportagens, elétrica, jovem, pra cima.
Pensamentos e idéias muito além dos 19 aninhos registrados na identidade.

*****

Domingo fui ao aniversário do primo de uma amiga minha na Tunnel.
Nunca gostei do lugar, mas sempre valorizei o som.
Estava vazio. O show foi divertido, mas duas amigas minha acabaram brigando feio.
Fiquei sossegado, sem azaração.
Comi parte do bolo de chocolate com morango, passamos no mc donalds e voltamos pra casa.
Programa rápido, antes da meia noite estava em casa. (sim, era matinê)

*****
No mais, sem mais!
Eu volto, prometo!
Bjs e abraços

terça-feira, 6 de novembro de 2007

FECHE OS OLHOS PARA VER MELHOR

:::OUVINDO MACY GRAY - STILL:::


Por muito tempo pensei em encontrar sentido para tudo.
Mas por que não posso ter um lado conformista?
Por que as coisas não podem ser como são?
Simples assim...?

Eu digo e repito?
Não há nada pior que um passado que não passa.
Até que tenho tudo muito claro hoje.
Mesmo assim, perfume, música, paisagem, ainda despertam lembranças.

Sei, sei.
Insisto em falar disso.
Talvez o passado não passe pq eu não quero!
Tem cura?
Sim!
É imediata?
Não!

OLD FRIENDS

Ontem almocei com minha ex-chefe.
Figura total.
Passei pela TV rapidamente para cumprimentar o pessoal e deixar um material do meu atual trabalho.
Saudade, confesso.
A redação, os estúdios, a recepcionista, o seu Juca, segurança...
Nada mudou.
O esquema é o mesmo, o que fez a tarde chuvosa ficar ainda mais melancólica, um tom de cinza abaixo.
Mas foi bom assim, uma visita apenas, sem vínculos.

PACIÊNCIA

Sinto-me mal.
Não por saúde, mas por espírito.
Estou inquieto.
Depois da última discussão com a Rachel e o Leopoldo, as coisas mudaram muito.
Eu joguei a toalha... mesmo!
Agora que o lance está num ponto irreversível, falta-me paciência.
O que fica bem claro quando ainda trocamos idéias.
Sei que por grande parte a culpa é minha.
Mas não sou de sabão também, né?
Quantas chances tivemos?
Quantas foram desperdiçadas?
Essa conta é fácil, acredite.

DOCE NOVEMBRO

Este filme com a Charlize Theron é bem bobinho, mas bacaninha também.
Mas venho a falar que novembro é doce por outros motivos.
Pessoas especiais ficam mais experientes neste mês.
Assim é com o Tó, meu amigo lindo, por dentro e por fora.
Com a Rachel, companheira sempre. E com o Domingos, que acabei de conhecer, mas tenho carinho especial.
Ah, fora a Carla, que vai dar festão no buffet da figueiras amanhã
Obaaaaaaaaaa
Parabéns!

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

DAYS OF OUR LIVES

::: OUVINDO TRAVIS - SING:::

A foto aí ao lado representa muito para mim.
Foi tirada numa viagem recente.
É o lugar perfeito para pensar.
Dúvidas envoltas numa proteção de rochas, banhadas e renovadas com um mar de canto gentil, esperançosas e crescentes como os galhos da árore solitária.
Quando me vejo sem saída na selva de pedra, transporto-me para lá em pensamento.
Pensar... pensar!
Dizem que a vida é aquilo que acontece enquanto planejamos o futuro. Mas que norte teria a humanidade sem os devaneios de grandes filósofos? De Aristóteles à Dercy Gonçalves?
Sim, a massa cinzenta precisa funcionar. Não para viver de passado, mas para usá-lo de acordo com nossos propósitos.

TURBULÊNCIA

Este ano as coisas não foram nada fáceis aqui em casa.
A crise foi tremenda, minha família desmantelou-se.
Ainda ha pouco ouvi de um "amigo"... "do que se queixa? todos estão criados, não há o que chorar".
No momento em que disse isso, deixei minhas preocupações de lado, para chocar-me com tamanha falta de sensibilidade. Mas falo dele mais para frente.
O clima aqui é horrível.
Retrato fiel da série Desperate Housewives.
Melhor até que a versão tupiniquim bancada pela Rede TV.
Para a vizinhança, tudo certo.
Da porta para dentro, olhares distantes e longos suspiros agarrados a um fio de esperança.
Muita coisa aconteceu desde que escrevi pela última vez.
Minha irmã vai ter um bebê.
É uma menina, linda.
Sei pq sou um tio presente, faço questão de estar em todas as consultas, exames, etc.
Fizeram um em 3D que mostrou o rostinho do neném, foi muito masa (tio corujaaaaa!!!!)
Minha irmã merece toda a felicidade do mundo.
Já ficou clara nossa ligação inexplicável.
Até mesmo neste vendaval repentino.

MUDANÇAS

Como gosto de coisas fáceis (rs) resolvi voltar a ter dois empregos.
Estou dividindo meu tempo entre o programa de viagens em uma emissora local e reportagens para uma revista, também da região.
Adoro o que faço, apesar dos encalços e das pessoas que fazem o trabalho ficar difícil para a equipe inteira.
Tenho feito muita coisa bacana na revista. Cobertura de shows, eventos interessantes.
O mais recente foi o do Vasco Faé.
Para quem não conhece, fica a dica... Blues de primeira.
Esse foi simples, no auditório da prefeitura de Santo André.
O projeto é bem bacana, chama-se Canja com Canja.
Artistas, renomados e desconhecidos, soltam a voz e o talento para, ao fim da apresentação, oferecerem ao público uma canja quente... e das boas, viu?
No outro extremo, está o Skank e o Credicard Hall.
Sensacionaaaallll
Mil acasos me levam a vocêeeeee!

CHEGADAS E PARTIDAS

Resolvi voltar a escrever para me tratar.
Sim, pensar nestas linhas é uma terapia.
Escancarar para o mundo, mesmo que este mundo seja eu e você, que está lendo, o que sinto.
Dois fatos me tocaram esta semana.
Primeiro, meu ex-namorado, de quem gostei absurdamente, finalmente encontrou alguem.
Fiquei feliz, claro, porque é extremamente merecedor de uma pessoa que o complete.
Mas reconheço que fui um pouco egoísta ao ler o que mandou por e-mail.
Ele sabe o motivo de não termos ficado juntos.
E, agora, sabendo que tem alguem, jamais o prenderia ou algo do tipo.
Neste caso, acho que a Ivete Sangalo fala por mim...

Eu faria tudo pra não te perder
Assim
Mas o dia vem e deixo você ir

Outro caso intrigante, envolve aquele "amigo" que citei lá em cima.
Uso aspas porque não sei se o que tivemos foi realmente amizade.
Apesar da presença constante, ele não gostava de dividir meus problemas, lamentações ou dúvidas.
Finalmente percebi que eu era um amigo de risos.
Minha validade venceu quando fiquei ranzinza e pensativo.
Sei que não sou uma pessoa fácil.
Mas a ficha caiu ao ligar num momento de necessidade e ter de ouvir "fala encrenca".
Aí não dá!

Para ele, deixo a luxúria.

Não, não dá mais tantas voltas não
se chicoteia assim por qualquer perdão
todo esse teatro não impressiona
por maior que seja sua recompensa
Não se importe tanto assim
com sua imagem decadente enfim
nada adianta depois se lamentar
por maior que seja sua displiscência
Volta ou vai embora meu amor
sem ameaças ensaias na frente do espelho
o caminho mais fácil
nem sempre é melhor que da dor
Dê uma chance pra vida te mostrar
um jeito menos doloroso de se despedir
não seja assim tão dura com as palavras
lave bem suas mãos antes de se decidir
tira essa lama das botas
antes de me dar as costas
Não, não dê tantas voltas não
se chicoteia assim por qualquer perdão
todo esse teatro não impressiona
por maior que seja sua recompensa
Não se importe tanto assim
com sua imagem decadente enfim
nada adianta depois se lamentar
por menor que seja sua displiscência
Volta ou vai embora meu amor
sem ameaças ensaias na frente do espelho
o caminho mais fácil
nem sempre é melhor que da dor
Dê uma chance pra vida te mostrar
um jeito menos doloroso de se despedir
não seja assim tão dura com as palavras
lave bem suas mãos antes de se decidir
tira essa lama das botas
antes de me dar as costas.


Na contramão, a vida traz pessoas que fazem a diferença.
Tenho encontrado força e conforto no Mills, amigo recente, mas que equivale a um de longa data.
Só tenho a agradecer as conversas, o ombro, a paciência, gentileza, entre tantas outras qualidades deste cara.
Saiba que é mútuo, amigão.

É isso, estou de volta!
Abraço a todos.

quarta-feira, 18 de julho de 2007

EFEITO DOMINÓ

:::: OUVINDO - KELLY CLARKSON / BEHIND THESE HAZEL EYES ::::

Éramos tão íntimos.
Não paro de tentar encontrar uma razão para o que houve.
De longe costumava advinhar seus pensamentos.
De perto costumava dividir suas aflições...
... Nossas aflições.
No sábado vi que o indestrutível ficou abalado.
Se a recuperação é possível, não sei!
Torço para que sim.
Sabe bem o que passamos.
Mais ainda...
... sabe o quanto sua amizade significa.
Se prefere o silêncio, a mim cabe o respeito.

Quando tivermos oportunidade, falaremos sobre o seu egoísmo.
Claro, também sobre a minha teimosia.
Terceiros, intermediários falaram por nós.
Acha mesmo isso justo?

Mas relevo.
Sei quando devo recuar.
Sei o valor do perdão.
Talvez teria sido melhor que eu continuasse na ignôrância.
Sem saber o que era por aí espalhado.
Modificando um pouco o ditado, o que os ouvidos não escutam, o coração não absorve.
Estaria tudo certo.
Eu continuaria sendo eu.
Você, continuaria fingindo ser você.
E seguiríamos.

SAGRADOS

Outro dia, sentado com a Rachel, sem fazer nada, dei-me conta.
Amo muito tudo isso.
Meus amigos, loucos, românticos, apaixonados, explosivos, inteligentes, sarcásticos.
Poços ralos de sentimentos profundos.
Estão ao meu lado sempre.
E o melhor de tudo?
Plenamente conscientes de que a vida é AGORA.
Muitos aniversários este mês.
Confraternizações que valhem a pena.
Mesmo sob frio, neblina, estrada de terra (né, Marco Antonio??)
Quero muito mais.
Quero uma lua plena!

Ontem fui ao shopping com o Eder, figuraça!
Curto muito esse cara.
Apesar de brincalhão, sempre pergunta "o que vc tem?"
Quer disposição maior pra me ouvir?
Sei que não é tarefa fácil
Mas ele está ali, sempre!
Aliás, ali não, aqui!
Perto mesmo quando está longe!

Protagonizamos um capítulo cômico.
Ele sempre me achou um pamonha.
Nunca fez questão de esconder.
O shopping estava vazio.
Corredores e lojas sem empurrões. Paraíso consumista.
Mas não fui comprar nada, só dar uma volta antes do trabalho.
Não é que perdi a chave do carro?

Ele ficou muuuito nervoso..rs
Praguejou, andava rápido, sussurrando... pamonha, pastel hehehe
muito divertido.
Claro que fiquei preocupado, mas sorrir é mil vezes melhor que chorar.
E no final das contas, achei a maledeta numa loja que passamos.

Não tenho muitas novidades.
Estou indeciso nos cursos que quero começar.
talvez vá mesmo morar no litoral sozinho.
Confesso que isso tem me deixado bem ligado.
Mas é um desafio, então, abraço com gosto.
Vamos torcer.

Abraço a todos.
PS - Comentem

sexta-feira, 22 de junho de 2007

JUDAS

:::OUVINDO: EVANESCENCE - LITHIUM:::

Judas.
Este nome causou muitas indagações esta semana.
Sei que faz tempo que não escrevo nada aqui.
O que posso considerar uma TRAIÇÃO ao meu desejo e promessa de relatos sinceros e diários.
Mas, na verdade, não é bem por isso que este personagem tem visitado meus pensamentos esta semana.
Li um texto anônimo e muito interessante sobre esse cara que é símbolo da desconfiança.
Tão famoso quanto desconhecido.
Sim, porque, religiões à parte, poucos sabem ou se interessam pela história deste camarada.
Caráter duvidoso?
Certo ou errado?
Depende.
Relativo... como tudo na vida.

O interessante é que, durante a leitura, estava fuçando o novo álbum da Kelly Clarkson - My December - que, infelizmente, ainda não chegou por aqui.
Sim, eu confesso, baixei da internet.
Seria isso também uma traição???
De todo modo, a faixa número 07, se não me engano, tem justamente este título.
JUDAS!
E imaginem do que trata a letra?
Da arte de enganar e fazer outra pessoa se sentir um trapo.

Seria isso um sinal?
Devo ligar meu alerta neurose?
Bom, não tenho namorado. Logo, as chances diminuem.
Diminuem, mas não somem.
Tem os amigos.
Amigos também traem, sabia?
E sabe por que?
Porque são humanos.
Passíveis de tentações.
Em maior ou menor grau, ambiciosos.
Cheios de falhas, assim como eu, assim como você!
Calma, não é para desconfiar da própria sombra.
Só estou alertando.
Não que isso valha muito. Já que não importa a origem.
Quando acontece, dói e pronto

O caminho mais fácil
Nem sempre é melhor que o da dor

Aquele meu amigo virtual, mas realmente estimado, levantou uma questão interessante.
Mais precisamente sobre relacionamentos que começam por teclas.
Quer dizer, uma total raridade.
Ora, quem já tentou sabe que esse terreno é fértil.
A começar pela possibilidade de transformação.
Afinal, por trás dos cabos de fibra fica fácil mentir, aumentar.
É uma verdadeira peneira.
Do "quer teclar comigo" até o "vamos nos conhecer pessoalmente" rola uma verdadeira seleção.
Isso para os interessados em algo mais.
Mas sabemos que o comum é pular dessas etapas consideradas baboseiras para um Motel, canto escuro ou banco traseiro de um carro.
Triste, para os românticos como eu.
Bacana, para os descolados.
Real para todos.
O problema é que a malha digital é o paraíso dos indecisos.
Aqueles que falam que fazem e acontecem e acabam por demonstrar sentimentos que não têm.
E pior, revelam ter aqueles que sempre temeram.
A efervescência dos primeiros papos que desaparecem depois do esperado encontro ao vivo é um bom sinal.
Você pode ter não curtido, alguma coisa não bateu, não rolou como o esperado. Tudo pode acontecer.
E esse tudo é totalmente compreensível.
Mas esse tudo também não pode ser desculpa para um silêncio só quebrado pela dúvida de quem ficou no vácuo: Fiz algo de errado?
Ora... onde estamos?
Não é dever de satisfação. Mas se o lance chegou num ponto em que o encontro físico era mais que inevitável, era desejado e acordado entre as partes, não fica nem a amizade?
Recuso-me a crer.
Sendo assim, penso que a resposta para a dúvida mencionada acima fica clara. Não, meu amigo! Você não fez nada errado.

A CASA DOS BUDAS DITOSOS

Sensacional este livro do João Ubaldo Ribeiro.
Faz parte da série Plenos Pecados.
A ele, coube relatar a luxúria.
O que fez sabiamente, com ajuda indispensável de uma anônima.
Supostamente uma história verídica, tem me arrancado muitas gargalhadas.
Não gargalhadas bobas, de algo engraçado, mas descartável e de efeito efêmero.
Mas de reconhecer naquelas linhas o lado puramente instintivo do ser humano.
A safadeza desnuda de qualquer idéia púdica.
Assim mesmo, como eu e aposto que você também, gostaríamos de ser. Mas, não conseguimos!
Fica a dica!

A FLAUTA MÁGICA

Encerro a semana com canções que não estão nas rádios.
Aliás, sons primários, na base do "do ré mi"
Vem da casa ao lado.
Os vizinhos voltaram do Sul há pouco tempo.
Ainda não fui me apresentar, mas preciso.
O filho mais velho do casal toca flauta.
As vezes, no começo da noite, ele ensaia.
Meus ouvidos automaticamente grudam na parede.
Apesar de básico, é um som especial.
Achei bacana um cara de quase trinta anos começar a tocar agora.
Mostra que tempo não é tudo.
Gosto e vontade bastam.

Até a próxima

sexta-feira, 15 de junho de 2007

RAZÕES E EMOÇÕES

:::OUVINDO: TUDO É POSSÍVEL / O SURTO:::

http://www.youtube.com/watch?v=gEL18IfBeiU&mode=related&search=

Esse refrão é demais

"Sei que pode ser, tudo é possível
É só você querer, ficar comigo
Que eu posso te esperar, quanto tempo for
Pro resto da vida"

Tudo é possível.
Gosto de pensar assim
Distância?
Diferenças?
Barreiras?
Quero só ver o que é maior que a vontade, o desejo!
Faço minhas as palavras do bolo, vocalista, e do resto da banda: "É só você querer".

Ontem tive uma reunião muito importante.
Apresentação de um projeto de endomarketing.
Algo um pouco complicado para um viajante como eu.
Enfim, topei o desafio.
Deixei meu antigo emprego para tentar.
E foi com essa meta que segui.
Aí você pergunta curioso: "vai dar certo, tio scoobi?"
Eu respondo: "tentei, não é mesmo? Então, já deu!"
Não vou passar, ganhar, enfrentar o que não está destinado a mim.
Isso já me refrigera.
Quando o que tiver de ser meu chegar as minhas mãos, saberei que é a minha vez.

No caminho, notei algo engraçado.
É tão frequente andar em grandes centros que esbarrar em alguem e pedir-lhe desculpas sem uma troca de olhares é totalmente aceitável...
... totalmente bizarro também.
Eu sei, eu sei!
Falar com estranhos é perigoso.
Num país onde se mata por tênis, relógio, nota de 50, isso tem sua base.
Mas acho isso muito infeliz. Dizer que não deveria ser assim é pouco.
É comum.
Mas dou entonação de revolta. Alivia um pouco.
Já parou para pensar que todo mundo com quem você cruza (no bom sentido) tem uma história?
Que é um ser?
Que poderia fazer parte da sua vida?
As pessoas não se olham, tem medo de se tocar, de se conhecer.
É até compreensível, mas não deixa de ser triste.

E POR FALAR EM CONHECER...

Taí algo em que a relatividade pode ser aplicada em potência máxima.
Conhecer é um fenômeno incrível, mas vai além de qualquer explicação plausível.
As vezes você acha que conhece.
As vezes você finge que desconhece.
As vezes você quer muito conhecer, mas não tem oportunidade.
As vezes é melhor a ignorância do que o esclarecimento.
Depende muito de vários fatores.
Por exemplo, tenho um amigo muito, mas muito querido que só conheço virtualmente.
É claro que quero muito vê-lo, trocar idéias ao vivo.
Mas têm sido uma troca de carinho tão intensa, que vai acontecer na hora certa.
Ele sabe que estou aqui para o que precisar.
Também sei que posso contar com ele.
E nossos dias são assim... um detalhe que revela um pouco a cada instante.
Até o dia em que possamos apertar as mãos e dizer com orgulho e alegria: muito prazer!
Me ensinou que não é preciso ver para admirar.
Que ainda existem pessoas genuinamente boas e que podem despertar o seu melhor.

O FUTURO PARA O FUTURO

Até a próxima

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